A construção da identidade nessa fase sempre foi um desafio de pertencimento.
No entanto, agora essa negociação acontece em tempo real, sob o filtro da comparação constante com o irreal.
O que o 𝗮𝗱𝗼𝗹𝗲𝘀𝗰𝗲𝗻𝘁𝗲 vê nas telas não é apenas uma imagem; é uma 𝗿é𝗴𝘂𝗮 𝗱𝗲 𝘃𝗮𝗹𝗼𝗿.
Essa percepção crítica e muitas vezes distorcida do próprio corpo atinge diretamente o 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗼𝗿𝘁𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗮𝗹𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗮𝗿.
O comer deixa de ser um ato de nutrição e passa a ser uma tentativa desesperada de controle, punição ou adequação a um padrão inalcançável.
Como profissional, entendo que não se trata apenas de "ensinar a comer", mas de proteger o desenvolvimento psíquico e físico dessa fase.
A alimentação é o primeiro campo de batalha onde o adolescente tenta negociar sua aceitação no mundo.
O acolhimento técnico não é apenas um suporte; é a barreira necessária entre a comparação tóxica e a saúde mental.
Proteger a relação com a comida na adolescência exige um olhar especializado que una ciência e empatia.






